Barbeiro da Patracola

afiam-se as navalhas e penteiam-se os pintelhos sem tabús. Qualquer semelhança com a realidade é uma triste coincidência

Month: Fevereiro, 2015

Oferta de Emprego na Patracola

by barbeirodapatracola

delatorDELATOR (m/f)

Part-Time

O PC(Patracola) procura Delatores com idade compreendida entre os 8 e os 108 anos para renovar Corpo de Delatores.

Requisitos:

– Inscrito como militante no PC(Patracola)
– Conhecer bem a Patracola e os lugares, os seus residentes e hábitos e costumes dessas gentes
– Viatura própria (automóvel, motocicleta ou bicicleta)
– É fundamental que os candidatos não tenham qualquer tipo de experiência porque os que temos por terem experiencia a mais, é que já não surtem efeito.

Oferecemos:

– Possibilidade de Progressão na Carreira
– Livre transito para as iniciativas do partido (comícios, plenários e porcos no espeto)
– Acompanhamento psicológico
– Assessoria jurídica através de sindicato filiado na CGT(Patracola)
– CD autografado pela Casimira
– Possibilidade de seres camarada e teres camaradas com quem conversar e socializar

Se preenches estes requisitos envia o teu curriculum com a referencia “Delator 2015” para barbeirodapatracola@gmail.com

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Análises da Barragem escondidas dos Patracolenses

by barbeirodapatracola

125Não é por acaso que os romenos estão a instalar-se em força na Patracola muito mais do que nos concelhos vizinhos. As barracadas do atual executivo de Kim Jong-Pereira são tantas que isto já parece um acampamento romeno.

Agora que se sabe que o Triatlo já não se irá realizar por causa das águas da barragem, descobriu-se que havia um boletim de análises das águas esquecido dentro da gaveta do Presidente á 6 meses e que confirma que a água está completamente aporcalhada e que será um perigo para a saúde pública quando o próprio Presidente andou a dizer que a água era tão boa e que até se podia tomar banho nela. 

Queremos agora saber quem vai pagar os tratamentos às desinterias da Ileana, do Razvan, do Cristi, e da Iona que andaram de caganeira durante 15 dias desde que andam a comer carpas da barragem.

 

Toda a Verdade – O Enterro do Enterro do Galo 2015

by barbeirodapatracola

"Kind of ironic that Jerry and Roger ended up this way since they never could stand each other."O ano de 2015 ficará na história da Patracola como o ano em que enterraram o Enterro do Galo.

A primeira regra da tradição foi quebrada. NÃO ROUBARAM O GALO!

Este ano, a organização era composta por mariconços que se recusaram a assaltar galinheiras pela calada da noite. Uns porque tinham ciática e já não levantam a perna (nem a perna nem o resto), outros porque têm medo do Malacão, outros porque têm medo que os confundam com romenos e lhes deem um tiro nos cornos (alguns também os têm) e outros porque já não podem beber vinho e por isso mesmo falta-lhes a coragem para fazer uma loucura como nos bons velhos tempos.

O João Sem-Ranho, na ânsia de salvar a tradição, e na iminência de um fracasso, lembrou-se de cometer o maior crime que alguma vez uma organização do Enterro do Galo cometeu. PEDIR UM GALO EMPRESTADO!

Falou com alguns patracolenses e como seria de esperar, nenhum quis fazer a figura de urso e ser alvo de chacota pública perante toda a comunidade patracolense.

Ainda foi à Feira de Almeirim, para comprar um galo, mas quando lá chegou, deparou-se com as Diretoras da Escola da Patracola que tinham ido comprar roupa contrafeita aos ciganos e com medo de ser visto, voltou para trás desesperado.

Nesse mesmo domingo, dia de jantar na casa do sogro, o Ferreira ao ver o genro mais abatido do que o normal, perguntou-lhe o que o preocupava:

Ferreira: Mas diz lá o que tens rapaz! Andas doente? Precisas de dinheiro? È a minha filha?

João Sem-Ranho: Não, querido sogro. Não é nada, deixe estar…

Ferreira: Deixa-te de merdas rapaz. Ou dizes o que tens ou vais jantar à tua casa. Aqui na minha casa não quero trombudos à mesa. Já bastou teres-me desassossegado a minha querida filha. Com tanto homem valente e musculoso que aqui mora no Casalinho, logo foi escolher-te a ti !!! Tu, que nem bebes vinho e passas os fins-de-semana metido com os peixeiros!

João Sem-Ranho: Não consigo arranjar um galo para o Enterro do Galo, querido sogro.

Ferreira: Ah é por isso que estás assim, rapaz? Então deixa-me propor-te um negócio. Eu empresto-te o meu galo para não ficares mal visto e até podes dizer que o roubaste e que vocês vinham bêbados e essas merdas todas que vocês dizem que fazem. Em troca, vais ter que me ajudar aqui no café durante o verão, que já está na altura e ser eu a passear e tu e a minha filha de fazerem alguma coisa.

E é assim a história do ENTERRO DO GALO de 2015. Pró ano que vem, inventam outra

O galo komuna

by barbeirodapatracola

commuchicken

Este ano fui ao Enterro do Galo. Como já não punha lá os pés á mais de 50 anos, ia com um grau de apreensão bastante grande, até porque quase todos os grandes coveiros do galo já morreram e gente com jeito para os poemas populares na Patracola é coisa que escasseia.

E a minha apreensão tinha razão de ser. Entregaram o enterro a quem não merece uma honra daquelas. Então não é que o Santanov que anda na boca do povo por causa da gestão do Clube do Milhafre é que agarrou no bicho? É uma maldade o que fizeram com o kamarada. Tudo começou com a barracada do Euromilhões e o Santanov estremeceu por dentro, depois com os versos que vieram a seguir, o rapaz começou a ficar esverdeado e quando a indisposição do Santanov chegou a um ponto critico, peidou-se (informação de quem estava ao lado dele) e para disfarçar apertou a barriga do galo que começou a bater a asa. Não é que seja estranho ver kamaradas a bater em kamaradas, isso é o que eles fazem todos os dias nas costas uns dos outros, mas ali de forma pública é motivo para pensarmos se eles não terão arranjado outro tótó para tomar conta do Clube do Milhafre. Quem sabe se não é desta vez que o eterno candidato Sardinhov avançará à falta de melhor. É que o Sardinhov só não avançou já, por causa da relação politicamente adúltera que que tem com a ponte de Santarem, coisa que os kamaradas nunca lhe perdoaram. É que ser komunista da Tapada para cá e do CDS da Ribeira de Santarém para lá, é demasiado para a cabecinha de alguns kamaradas mais ortodoxos.

Eu cá acho que se os komunas fossem mais inteligentes e quisessem lixar alguém, lixassem o Kiko Cunha. Convidavam o Kiko para se candidatar à Direção do Clube que foi sempre o que ele quis e depois deixavam-no com o menino nos braços a gerir a carga de trabalhos que os kamaradas arranjaram. Ficaria com o ónus do buraco financeiro e seria o suficiente para comprometer qualquer candidatura dele às próximas autárquicas. Depois seria fazer campanha contra o estado miserável das finanças do clube e que o Kiko é que tinha sido o culpado. Depois disso alguém iria votar para a Câmara em alguém que deixasse o clube da terra na miséria?

Com tanta facadinha nas costas uns dos outros, o Enterro do Galo deste ano foi sem dúvida nenhuma, komuna kókórókókó :))

Espaço reservado aos patracolenses – Crise no Clube do Milhafre agrava-se

by barbeirodapatracola

tiro_22_tucano_depenadoQualquer pessoa já viu os Kamaradas a defender a classe operária, as manifestações à porta de empresas, que os malandros dos patrões não pagam os ordenados
, etc.
Infelizmente, Já dizia o meu pai, o comunismo é o que se diz mas nunca o que se faz.
Para não falar o que foi roubado nesta Patracola e com muito o que há para dizer, estou neste momento a fazer cartazes de “Paga Ladrão”, o “ordenado a quem trabalha” etc, etc, etc, porque por mais que diga não o justifica.
Não é e actual direcção, mesmo que com votos comprados , com ligações e cargos directivos do PC e defensores dos trabalhadores, a mesma que arrogante não paga ordenados há 3 meses e que nunca aparece para dar a cara?
Não são os mesmos que se riem e que dizem a quem trabalha “aguente que do meu bolso não sai?”
Não é o Sardinhov que recebe uma chamada e se ri que o problema não é dele?
Não é o Santanov, que arrogante como sempre não aparece a quem deve e olha para o lado?
A direcção que se ri e olha para o lado?
Que MERDA de comunismo é este que se apregoa, se serve para se promover, que recebe os subsídios da Camara da Patracola mas não paga ordenados a quem trabalha?
Espero num prazo muito curto, que além do Kiko Cunha, do Gasparzinho, também veja as ressabiadas da Patracola, os Saúl, e os restantes camaradas, num comício em frente aos “Águias” com cartazes a dizer “LADRÃO PAGA A QUEM TRABALHA.
Resumido, comunistas dum cabrão (*), que falam, apregoam, mas roubam e não pagam.

Nota da Barbearia: Os nomes foram alterados, embora o autor esteja identificado perante a barbearia

(*) A expressão não está censurada, porque é assim que as pessoas revoltadas falam, tenham ou não razão.

 

C.S.I Patracola – Detetive Horácio esteve na Grécia

by barbeirodapatracola

O detetive Horácio esteve em missão secreta na Grécia e já apresentou o seu relatório na Barbearia:

————–
Caro patrão, embora com dificuldade lá consegui saber onde se inspiram as políticas do Syriza grego.

Confesso que não foi fácil integrar-me no ambiente grego, mas quando falei que era amigo do “velhinho” da Patracola as portas abriram-se de par em par.

vv1O ministro das finanças grego Yanis Varoufakis vira-se para mim e diz- me:

Horácio, sabes onde nos inspirámos para não usar gravata e apresentarmos sempre este ar sexy que tanto perturba as alemãs?

Como infelizmente não percebo nada de gajas alemãs fiz figura de urso e disse-lhe que não fazia a mais pequena ideia.

Aí o Varoufakis tirou o cachecol proletário da Burberrys e com um ar zangadíssimo, para não dizer fodido, diz-me: “Daseeee ! Não conheces o “Velhinho” da Patracola? Nós aqui no Syriza seguimos todas as suas publicações com a máxima atenção. “

Esta coisa de andarmos sem gravata foi uma ideia que retirámos do facebook dele. E.. mostrou-me… olha aqui:

vv2
Diz lá se um gajo não fica muito mais charmoso e faz sucesso ao pé das gajas, sejam elas Patracolenses, francesas ou Alemoas?

O “Velhinho” é que sabe!

Bem ò kamarada Varoufakis, fico contente que um genuíno patracolense de gema vos tenha inspirado na vossa luta contra o capital. Não sabia que vocês conheciam a Patracola!

Isto não é nada ò Horácio! Sabes com quem nos aconselhamos para negociar com a gorda da Merckl?

Eh pá ò Varoufakis, sei que tu és professor de economia nos States, presumo que seja com os teus colegas ou com algum prémio Nóbel da economia. Não?

Nada disso Horácio! Dasseeee! Vocês na Patracola estão rodeados de sábios e não sabem… Nada disso! Temos um conselho de sábios recomendado pelo “Velhinho” e seguimos todos os seus conselhos ao milímetro. Quem sabe, sabe!

A assembleia de NÓS OS ESCLARECIDOS (da Patracola) é que nos ditam as políticas económicas para a Grécia seguir e nos aconselham as melhores formas de negociar com a gorda da Merckl.

vv3

Eles é que nos dizem com quem podemos negociar, quem fala verdade e quem são os aldrabões.

Bem Ò Horácio, gostava de estar aqui a falar contigo mais um bocadinho mas tenho de ir apanhar o avião.

Tenho de ir sacar umas coroas à gorducha se não daqui a uns dias pareço o ex-ministro das finanças Teijeira dos Cantos com aquela cara de pau a dizer que só tinha dinheiro para mais 2 ou 3 meses…

Quando chegares à Patracola não te esqueças de dar lá um abraço ao “velhinho” que é um gajo porreiro e em quem podemos confiar…

Vai lá ó kamarada Varoufakis. Boa sorte!

E, caro patrão, a minha missão resume-se ao que acima escrevi…

Ficas a saber que o sucesso da Grécia tem o dedo do “Velhinho”, do conselho de sábios “NÓS OS ESCLARECIDOS” e naturalmente da grande Patracola.

Ahh e só cá para nós, as gregas são bem boas. A merda da língua é que é o caraças. Nunca sabia qual era o “pratinho” preferido delas… Mas lá me desenrasquei. Um patracolense nunca fica enrascado enquanto houver língua e dedo.

HORÁCIO (em viagem Atenas – Patracola)

Enterro do Galo 2015 – em mirandês

by barbeirodapatracola

Querido Barbeiro, 

Estive a negociar com o Tozé Centopeias a venda dos direitos de publicação dos versos do Enterro do Galo de 2015. 

Pedi-lhe 50 euros e ele não aceitou. Assim fechámos o negócio em 25 euros e gastei o resto nas putas no Hotel Rural.

O que o gajo não sabe é que a tradução que eu lhe dei para português está errada. O original são estes em mirandês, feitos pelo maluco do João Sem Ranho, que anda todo manco de uma perna e como não conseguia saltar ao muro para roubar um galo, foi pedir um ao sogro que contrariado lhe deu. Já não bastou ir desorientar-lhe a filha e agora até lhe leva o galo. Rico genro que ele arranjou. 

Abraços do Horácio

exclusivo

————————–

Quem preferir a versão traduzida para português, é só clicar AQUI

 

Minhas senhoras i mius senhores L Antierro de l Galho eiqui stá

Para grande zassossego
De quien ten la cuncéncia mala
Bou ler l miu testamiento Na hora de you abalar
Que naide solte un lamiento An special la quien tocar

Trajo-me hoije de bobo
Pr’ás berdades fazer oubir
Quien nun quejir ser lobo
Nun le debe la piel bestir

Ls bersos qu’agora leio
San a la buona maneira antiga
Pra que todos sintan melhor
L que ye tener delor de barriga

Delor de barriga, de feninho
I un grande formigueiro
De nerboso miudinho
I las tripas nun berreiro

Leio agora l testamiento Stá na hora d’ampeçar
Nun se assusten por fabor
Ls que bou pra’qui chamar
Eireis ber, ye eigual

Als Antierros yá passados
Un glorioso anterro
Cun tantos lençóis ousados
Stá na hora de dar ampeço

A la leitura de l testamiento
Nin todo eiqui ye fitício
Todo ye obra de l momiento

Censurámos l que podimos
Cortámos bersos cun maldades
Inda assi nun quejimos
Deixar de dezir las berdades

You sei que bou morrer
Mie bida bai acabar
Mas antes desso nó deixarei
De ls ladrones denunciar

Na mie capoeira you staba

Bibendo çcansadinho
Nun habie galhos an Alpiarça

Fúrun roubar-me al Casalinho
Bou deixar als mius algozes

Nestas horas d’afliçon

Un lápeç para denunciáren

Ls mentores de la corrupçon

Anquanto me restáren fuorças
Minhas asas baterei
Para afastar ls malos oulores
De ls peidos qu’agora dei

Esses ditos mal cheirosos
Ban tener que ls aguantar
Passei cun bós fame negra
Quedei sin nada para cagar

Neste público anterro

De tochas todas a arder

Que l miu duonho nó lebe la mal

Se las oureilhas sentir a ferber

L roubo fui bien planeado

Nó fusse l diabo oubir

L miu çtino fui traçado

Anquanto el staba a drumir
Roubórun-me al amigo Ferreira De l café de l Casalinho

Fui ua abintura a la maneira

Fui todo limpinho, limpinho

Limpinho dixe un figuron

De l clube de la águila al peito L Ferreira ye de l lion

Eilhi anda todo dreito
L Ferreira quedou tan triste

Nin cunsegue ber-se al speilho

L roubo fui cumo un pie an riste

I falta para carton burmeilho

La clientela qu’alhá bai

I que nun steia an sintonia

Ó se puorta bien ó anton sal

I oube l relato na telefonia

Hai outra clientela qu’até

Nun bai tanto an futeboles

Bai pra alhá tomar café

I amostrar ls caracoles

Caracóis i peinados

De mulhieres de lénguas finas

Çcascan ne ls pobres coitados

San serpentes biperinas

De l sítio d’adonde you bin

Habie por alhá tanta giente

Por que me roubórun a mi

I nó a un primo ó pariente?

Fui mala sina, fui mala suorte

Stou eiqui agora a pagar

Anfrento la pena de muorte

Stou-me to a borrar

Aquel que me fui roubar

Tan nerboso debie star

Qu’al deitar-me a mano

Nun me agarrou pulas patas

I apanhou un cagalhon

Cul suor correndo an bica

I cumigo bien apertado

Passou cula mano pula tiesta

I quedou to cagado

Mais parecie un suldado

Cula piel camuflada

Staba pronto pa l cumbate

Pus de la cara nun se bie nada

Ls salteadores de meia tigela

Roubórun-me i fúrun apressados

Tubírun que liebar ua barrela

Por quedáren todos mijados
Naqueilha nuite fatal

Stában bébados, zde la manhana

Por pouco nun roubában un beche I ua cabrinha anana

Aqueilho por alhá ye demales

Hai alhá tanta bicharada

A la nuite ye defícel ber quales

I a las tantas nó se rouba nada

Por esso agora acradito

Que ls bébados que me roubórun

Anganhórun-se ne l beredito

Quando a la nuite me ampalpórun

Yá tenie ls uolhos toldados

Aquel que me roubou

Ls mius tomates sentiu molhados

L que bastante le agradou

Olhou para mi yá de lado

Parecie que staba a tombar

Staba an tan guapo stado

Que bie todo a dobrar

Quando este mundo deixar

Quiero un anterro de stica:

Quedar na fóia de cu pró aire P

ra cagar pra quien acá queda

Adius adorado duonho Tengo anfin que me calhar

Pra que suban agora al trono

Las berdades de pasmar

A todos ls que stan pra’í

A aguardar l falaró:

Als que fazirun de las buonas

Nun terei de bós qualquiera dó

Ye agora, yá de seguida

Que ls canhones ban troar

Que naide steia de salida

Pus las berdades ban sonar

Era ua beç ua pessona

Tan pura cumo l diamante

Que por ser assi tan buona

Fui spulsa nun anstante

Als pobres siempre ajudou

Als ricos até nin por esso

Tantas ambeijas criou

Que le lançórun l bruxedo
Juntórun-se las almas danadas

Pró tirar d’acá pra fura

I solo quedórun çcansadas

Quando l mandórun ambora

Alpiarça ambasbacou Nunca se biu nada assi

Un home buono que tombou Perseguido por giente ruin

Quien l fizo ye specialista

Nestes trabalhos a la maneira

Eilha ye siempre mui bien bista

An saneamientos de purmeira

Ne l passado tan mal ne ls fizo

Recordar dá-le prazer

Saneou agora un home buono

Que nada fizo pa l merecer

Fui ua sacanice maior

Quedórun todos assi tan bien

Calhar la quien ten outra quelor I muitos de ls leitores tamien

Ye ua “nuoba” democracie

Que ne ls stan a ouferecer

Nesta nuossa freguesie

Padre nun se puode ser

Porque esta bida ye danada

Beijan bien estes caminos

Prémios als que nó balen nada I als buonos crában spinhos

Ye ua nuoba lei de la rolha Bé-se bien a uolho znudo

Ye ua péssima scolha

Metan la rolha ne l cu

 

Biba la maior regateira

De la bila de Alpiarça

Sal cedinho pula manhana

Cumo quien bai pa la caça

 

Tanto espera pula hora

Nin ye capaç de drumir

Lougo que sal puorta fura

Ye ua bíbora la cuçpir

 

Cuiden-se bien todos bós

Beijan bien ne l que bai dar

Até ls piores lenguareiros

Lieban todos que cuntar

 

Ua léngua cumo la deilha

Nun se acha de l pie prá mano

Mesmo las de la telenobela

San solo ua eimitaçon

 

Mas que queluobra benenosa

Anda la lançar cunfuson?

Çcubran-na antre bós

Quien tubir speilho a a mano

 

Ne l clube de la calhandrice

Qu’eisiste ne l Casalinho

Hai alhá muita malandrice

I todas falan feninho

 

San todas uas santicas

Bé-las até me faç dó

Ban prá farra, coitadinhas

Pró beilcing de l Solidó

 

Hai ua senhora d’alhá

Cun stilo de mulhier fatal

Ten ua malina tan mala

Solo le dá para dezir mal

 

L que la lieba a ser assi

A tener ua bida tan dura

You tengo, mas solo para mi,

Que ye falta de galadura

Un cuncurso fui abierto

 

Para alguien fazer un jeito

Para todo poder dar cierto

Fui cozinado a preceito
Las funçones qu’eisigie

 

San cousa d’aparbalhar:

Coincimientos sin balia

I saber ler i cuntar

You, galho, fui al cuncurso Mas la cousa correu mal Fui fazer figura d’urso

I çpensórun-me de l’oural
Yá nin sei l que dezir

Tal cuncurso nun antendi

Sei l que todos stan a ber Hai malo oulor por eilhi

Ua nina dua ourganizaçon Fui al ancuontro de l’amado

Mas cula priessa i l’afliçon Lougo antrou ne l carro errado

Ai querido ai que suidade Dixe eilha al antrar Çculpa esta ansiadade You solo te quiero abraçar

Dixe esto sin mirar I puso lougo alhá a mano Mas depuis al reparar

Soltou grande sclamaçon:
Ai Jaquin que me anganhei!…

You yá staba a achar stranho L farfalho qu’agarrei

Ten agora outro tamanho
I la moral desta stória Beijan bien ne l qu’esto dá Eilhas son tan assanhadas Que papan todo l qu’hai

Cumo Alpiarcense i sócio Mostro a mie andignaçon

Cuntra ls sócios qu’eiqui metírun L’atual Direçon

Ls Águilas ye un clube stórico Cun passado para respeitar Que benga ua Assemblé Pa ls poren a andar

Stan acá hai tiempo la mais Beijan solo las cunfusones

Ne l passado recebírun i nun pagórun Las taxas de l Ouromilhones

Agora yá nó hai cuntino

Para assegurar la geston

Desta nabe zafinada

Que stá an outogeston
Quando fúrun las eileiçones Todo fazirun para mos anganhar Telefonórun i trouxírun sócios Para neilhes iren botar

Al persidente de la Assemblé you peço Que seia el a denunciar

Anformando todos ls sócios De l que se stá a passar

Cabe-le essa respunsabelidade I ls sócios yá comentan

Que son ralos ls diretores

Que las reuniones de Direçon frequentan
Andan pr’ende trés jeitosos

Figuras cumo estas nó hai Tenemos qu’aturar ls manhosos Nas buoltas que Alpiarça dá
Un, ye sabichon a preceito

I deitou las cuntas a la bida

Ser bereador fizo-le jeito

Gobiernou-se i batiu de salida
Outro ye un grande spertalhon: D’acá de la puonte ye PROGRESSISTA Depuis, cumo buono camaleon,

P’ra alhá de la puonte yá ye CENTRISTA

L terceiro nun ten buns modos Nin ua figura de giente

Mira de lado, pisa todos,

I manda mais que l persidente
Ténen un pouco de todo Nanhuns son buonos beilçarinos Adebinen alhá neste antrudo

L nome a dar als trés ninos.
Solo eiqui an Pertual

Se ambiste an luxo i ostentaçon Mas esso até nun faç mal Porque ye la bien de la nacion

Se l’ambestimiento ye ampregue An tanta futelidade

Nun admira que l zamprego chegue A ser esta calamidade

Fúrun i son estes dirigentes

Que fazirun Pertual assi

San ls piores prepotentes

Nó hai giente tan ruin

Deixórun l Paíç de rastos

San tantas las barbaridades

Cada beç son mais ls gastos

Para anchir l cu de baidades
Alpiarça nó ye scepçon Ye por demales eibidente Aquel grande carron

Que trasporta l persidente
Dízen qu’aquel BM

Fui ua cumpra d’outros tiempos Solo que l pobo agora geme

I naide oube ls sous lamientos
Eesibiran siempre cun gusto Altemobles de stadon

Se la cagança pagasse ampuosto Iban todos pa la prison

La Almanha ri-se de nós Porque ne ls bende ls carrones

Ampéngamos l que fui de ls nuossos abós Para les darmos milhones

Somos pobres mas cagones Sobranceiros i pedantes Faç-stercos i mandriones Stá todo cumo dantes

L’almana loira i anafada Nó ten de que se queixar Bende-mos todo, la malbada Ye siempre, siempre a faturar

Goza cul nuosso pobo Cun çcursos que son hinos Nun ne ls traç nada de nuobo Trata-mos ambaixo de suínos

I cumo todo se aceita Cumo se fusse natural Esta almana ansastifeita

Caga ordes ne l nuosso quintal
Eiqui a deixamos a znudo

Baia mandar para outro lado

I l Coneilho que le lambe l cu Que l saboreie bien untado

Falámos hai pouco d’ampuosto Pa la baidade taxar

Dígan alhá se nun ye un çgosto L qu’agora bou cuntar

Era ua beç un senhor Mui houmilde até mais nó

Nó gustaba de quien era sbanjador Zde que fusse de l’ouposiçon

Chegou ne l passado a criticar Dua maneira brutal

Fotos qu’andában a publicar Ne l Boletin i ne l Jornal

L sou perfil de barbudo Atraiu botos cumo l mel

An Alpiarça dou todo por todo Para parecer l Fidel

I ye por esso mesmo até

Que nó acha ser pecado

Ser cumparado cul Ché

I aparecer an to l lado

Aparece an todos ls lados Mesmo que de ls outros se squeça Deixa-los a todos sentados

Para que le beijan siempre la cabeça
Falo agora you, l galho

Para dezir als qu’eiqui stan Qu’estas penheiras de stalo Nun son maneiras buonas, nó

Quando Alpiarça, freguesie Anfeudada la Almeirin, Passou la cabeça cuncelhia, Houbo acá un grande festin.
Fui an Abril, més de la luita

De ls crabos burmeilhos d’eissencia, Qu’an cien anhos de çputa

Biu chegada la sue andependéncia.
L grande mar de giente zagua Angolindo an óndia ls democratas Que por honra de a tierra que ye sue Quebrórun nessa data las arreatas
L Alpiarcense ye bairrista,

I ls porblemas na alma ls sente;

L’andependéncia fui por todos bien bista I l dezírun de forma eiloquente
L’abintura chegara al fin

I l pobo gritou a la fuorça de pulmon: – Eh malta! Somos libres anfin! Pra fazer ber àqueles de Almeirin Que Alpiarça ten giente de teson!
Fertunas feitas a la priessa

Oh patego olh’ó balon

Ye todo legal, oura essa I biba l nuosso pobon

Las negociatas stan ende Ye un fartar bilanaige Solo quieren todo para si

Mas que niu de sacanaige
Parécen todos tan puros Anjinhos cubiertos cun mantos Nun passan de grandes maduros Mafiosos cun caras de santos

Sorresinhos i apertos de mano Falan solo de l que mais gustas Meten-te to ne l coraçon

Mas sfaqueian-te pulas cuostas
Ye este nuobo-riquismo

Ye esta tropa fandanga Falan cun to l cenismo I deixan l pobo de tanga

Ai Alpiarça, Alpiarça Quien te biu antigamente Pára alhá d’achar grácia L’esta trampa de giente

Pus esta espece prepotente Cumo alguns políticos d’acá San mortales cumo la serpente I tan buns cumo l Eilhi Babá

Eilhes tanto quieren parecer I Bolbos quieren cumprar Que passan fame a baler I las casas ban ampenhar

Tanta cagança ostentada Tanto BM nuobo an fuolha Bós nun prestan para nada Fágan de la baidade ua rolha
Mas fágan-na bien a preceito

Pr’á metíren dreitenie

Adonde saben, mas cun jeito…

Ne l sítio an qu’apanha la galhinha
L que faç mais ampresson La quien çto nun percebe

Ye que l Bolbo ye un dinheiron

Pr’la quien solo un salairo recibe
L BM ye cumo un carimbo Ó un perduto bien cheiroso Faç parecer fino l bimbo

Ó l mais temible mafioso
I ls nuobos duonhos de todo esto Solo de Mercedes saben andar Ye ua cousa que solo bisto Tanta cagança a ostentar

Tanta manha i baidade Sconden quaije de certeza Ua bergonhosa zeigualdade I falta de pan subre la mesa

Metírun-mos nua grande prison D’adonde ye defícel salir

Als ladrones dan-les perdon I a nós punirun-mos a pedir

Dízen que nó tenemos çculpa Cun díbedas até al cachaço Ls pobres stan cula culpa

I ls bancos cun todo l que ye nuosso
Nun ne ls deixan sequiera respirar Deixórun-mos sin un toston Solo ne ls falta agora pagar

Por largarmos un cagalhon
Ye de rábia este miu zamcanto Dende grito até quedar rouco:

Nunca tan poucos cun tanto, Nunca tantos cun tan pouco

Martelan la nuossa cabeça Siempre cul mesmo refron Pra fazíren que pareça

Que l pobo gastou un dinheiron
Ls Ouros fúrun quaije dados Sin garanties reales

Pa ls corrutos spatifáren An Mercedes i obras la mais

Mas que grande zeiluson Esta Ouropa de malandraige

Ls ricos nacírun de la corrupçon Ye un fartar bilanaige

Oh Ouropa de ls banqueiros I dun Barroso duron

Als pobres roubou ls mealheiros I als ricos dou un dinheiron

Ls ricos ténen l probeito i la fama De ne ls roubáren l denheiro Cumpran carros topo de gama

I sconden l resto ne l strangeiro

Nun ye l que diç na Almanha La gorda loira i arrogante Aqueilha mulhier ye solo manha Que ne ls lixa a to l’anstante

Apunta-mos siempre un canhon Atinge-mos cun tantos punhales Fala-mos cun armas na mano

I trata-mos cumo animales
Cunsidra la figura alarbe Que l pobo ye gastador

I que passa l’anho ne l Algarbe A fingir ser un senhor

Minte siempre a la sociadade Minte i minte até mais nun Para justeficar l’austeridade Pa ls pobres qu’eiqui stan

Ye esto que la Ouropa merece? Parece que stamos ne l Antrudo La banca faç l que le apetece

I bemos la democracie por un canudo

Esta ye la Ouropa de ls banqueiros I de ls ricos de barriga anchada Ye un sítio de malos oulores

Dua merda mal cagada
Merda pra nós poboléu Zamprego i grande tristeza Ninos de barrigas al léu

I falta de pan subre la mesa
Ouro prós ricos de la suorte De corrutos i malfeitores

De ls que causan ne l pobo la muorte An spitales sin doutores

Quien quier salude que la pague Dixe l democrata deputado Oh doente nó se strague

L que ten ye malo-mirado
I se bocé nó ten denheiro Nó protiste nó seia bera Corra yá al curandeiro

Alhá nó hai lista de spera

Se la sue cura demora

I se la muorte l spreita

Bocé bai ber que melhora

Se fur yá al andireita
Cumo bun menistro que sou Acunselho-lo, tome nota Siga ls cunselhos que dou I eibite bater la bota
Baia a la bruxa digo you

L mesmo fago ne l Menistério La salude nun cai de l cielo Stá zbendado l mistério

Las pessonas nó perceben Ó anton nó quieren ber

Que l’assisténcia que recíben

Ye mais de l que l que puoden merecer
Oiça l que le diç este galho

Sr. menistro d’ocasion

Oiça bien cumo le falo

I peça yá la demisson

Faga-mos alhá esse jeito Sr. menistro de l tanto-faç La salude ye un dreito

Deixe-mos a todos an paç
I la nuossa eiducaçon Stá antregue a un Crato

Home de grande eilebaçon I dun guapo i fino trato

Faç-mos lembrar la cultura De l’antigo prior de l Crato Mas cula mesma postura Dun bielho i manhoso rato

Prometiu miles an fondos Prometiu por prometer

Aceinhou cul melhor de ls mundos I stamos todos a arder

Falou-mos cumo l prior

Cun falinhas mais de l que mansas Para mos enjaular ne l pior

De ls anfiernos de las çcrenças

Hai porsores sacrificados Pra eilhes fui-se borrifando

Ls ampregos son queimados I prós alunos stá-se cagando

I tamien hai un Coneilho Bicho que deixa mala mimória Será lembrado ne l feturo

Cumo un fraco de la nuossa stória
Al pobo mostra arrogáncia Castiga ls pobres sin perdon I als de grande ganáncia Baixa las calças i l calçon

Ye un couron, d’eideias bazio Premeditado i belhaco Todo nel ye negro i friu

Dun pobo fuorte fizo fraco
Nun pensen que sagero Por starmos ne l Antruido El quier fazer l’antierro

De la democracie an Pertual

La bida que ne ls stá a dar Ye cumo un fruito sin sumo Nó podemos cuntinar Tenemos que mudar de rumo
Ua nacion cumo la nuossa

Merece tener outra suorte

I un gobierno de giente buona

Que ne ls apunte l norte
Nó hai belhaco que se reconheça Nin couron que nun se squeça

Cumo nó hai puta que nó se ambaideça Nin corno que nó olhe prá cabeça

Quedan-le bien las lubinhas

Ye mie oupenion, you acho…

Alhá fúrun trés panconinhas

Cumprá-las alhá pró Cartaxo
Yá parécen uns atletas!

Agora andan a correr…

Comen que nin uns alarbes

I la barriga a crecer.

L Canino ye l pior!

Pus ten las piernas curticas, Quando l galgo abre las del, Alhá ban eilhes… Ah paticas!

Passa la bida a ralhar, Ten ua delor na perninha Mas se eilhes falhan un die Die triste, sina a mie.

Local d’ancuontro? Barraige. Trés bolticas a calecer. Final de la tarde? Adegaige! Branco ó tinto? Puode ser!

Adega bielha… yá fui. Tertúlia nuoba ye agora. Cousa fina, si senhora!

Quien alhá bai nun ben ambora.
Yá fui un, bai ne l segundo L que mais se seguirá?

Dá un home filha al mundo Pra crabo a fondo i yá stá.

Bila, birou Patracola Ouposiçon, palhaçada Feturo ye palabra nuoba

Pior qu’esto… solo nada!
Antendan-se mius senhores Esto assi nun puode ser.

Se cuntinamos assi Alpiarça… bai morrer.

Mocidade de la nuossa tierra L feturo stá ende.

Grita, sforça-te, rebolta-te, Naide l fazerá por ti.

An Pertual tamien ye Ne l Brasil branco ye doutor Mas cierto , cierto , certico Licenciado, ye senhor…

L Mestrado, ben a seguir I ye senhal de balor,

I solo depuis anton si, Alhá ben l grau de doutor.

Se bien fazirmos las cuntas Doutorinhas hai tan poucas, Licenciados hai muitos Cun cabecinhas tan ocas.

L’hábito nun faç l monge Yá diç l bielho ditado

L cumportamiento, esse si, Faç l’home ser honrado!

I desta forma singela

Bou deixar miu testamiento Ambaixo l tacho ó a tigela Arriba l zambolbimiento.

A brincar berdades digo Mais haberie a dezir Bou-me quedar por eiqui

Antes que me manden… cozer!
A la Cámara de Alpiarça Bou dar-le ua oupenion Que seia mais democrata I respeite l’ouposiçon

Cumo nun stában habituados La quien les fazisse frente Pensan que son ls maiores De to la nuossa giente

Respeiten-se uns als outros Páren cula palhaçada

Ye ua bergonha para todos I nó bai liebar la nada

Ye tan grande la cunfuson Qu’ampeça a ser eirritante Se quejir saber de la situaçon

Ye solo ir ler l Mirante
Nas Assemblés Municipales Ambora cun oupeniones defrentes Trabalhen todos eiguales

Para bien de las nuossas gientes
Anda por alhá un capataç Pessona mui antressante An trapalhadas ye un ás Faç amboras ne l Mirante

Cumpra bien l sou lugar Nada faga por fabor Seia mais amparcial Faga jus a ser doutor

Acunselho l’ouposiçon Se detetáren alhá batota

Nun téngan medo de nada Chamen mas ye la PJ

Para uns políticos de fachada Deixo ua tripa cagada

Pus cumo todos nós sabemos Eilhes nó prestan para nada

Alguns mudan de partido Mas nó ye a tiempo anteiro Porque eilhes saben mui bien

Que ye esto que les dá denheiro
Ye siempre mais algun que ben I esso ye ua buona forma

De juntar mais dinheirinho A la sue buona reforma

Lobos agora son todos eilhes Bibendo an açon de grácia Mas afinal quien se lixa

Ye l Pobo de Alpiarça
I a un cierto bereador Que ye l que mais arrisca Pus até nua Assemblé Lhe chamórun bigarista

Quien tal le chamou, coitado Melhor stubisse calhado

I limpasse bien l cu Porque anda siempre cagado

Fui acusaçon mui grabe Feita nua Assemblé

Mas nós todos sabemos bien D’adonde partiu l’eideia

Se ye un causo pessonal Çcutan esso bien loinge Al fazíren tal bendabal Ténen a la pierna l Mirante

Quanto a l’outra ouposiçon Essa ye mais cunserbadora Porque ten telhados de bidros Pul que fazirun outrora

Ye assi que se pratica La política an Alpiarça

Mas todos nós bien sabemos San políticos de la mesma farsa

L nuosso museu de ls Patudos Cumo ex-libris de Alpiarça Nun ten alhá giente que chegue

Pra atender la quien por alhá passa
Diç la Cámara que nun puode Meter pessonal para cuntratar Ls qu’eilhi solo mudan lápeç Ban para alhá trabalhar

Parece aqueilho ua colmena Cun abeilhas que ban i bénen Tentando amostrar als munícipes L trabalho que nó ténen

Ls carreiras stan parados I l Galho siempre a chorar

Se nó me cumpran carro nuobo Inda me pongo a andar

Magrinhos i znutridos Stan ls cabalhos de la Reserba

Coitados de ls animales tan queridos Stan sin raçon i sin yerba

Coitado tamien de l baixito Que falou sin bien saber Yá starie el a pensar

L que le eirie acuntecer?
Miu sporon deixo, sin suidade Al buono rei mago Gaspar

Pa la próssima apura la berdade Antes d’ampeçares a falar

Deixo l miu bico amarielho

L’ua cordenadora eficiente Pra que seia mais houmilde

I tamien mais oubediente

Deixo tamien a mie mágoa A la mesma cordenadora

Nun seia solo licenciada I si mais trabalhadora

Deixo l miu uolho bien abierto A las ninas de ls RH

Que passan l die na anterneta A ber todo l qu’alhá stá.

Deixo a mie crista altaneira A las ninas de l labadouro Fazirun un trabalho a la maneira I deixan acá l sou tesouro
Fui un trabalho fecundo

Cun ua psicologie abançada Zeio-bos to la suorte de l mundo Pa la buossa caminada

I porjetos buns cumo este Treminan assi an Pertual Cumo se tubíssen tenido peste San anterrados nun malo anterro

Agora l que stá a dar Ye l beile de las belhinhas

Bien que se agarran a eilhes Mas sin suorte coitadinhas

Agarran-se tan bien als “machones”

Mas nun causan nanhuns danos Cumo ls ditos, pobrezinhas,

Yá nun ténen 20 anhos
Mas anque desso todo

Alhá ban ando al beilarico

Na sperança fugaç

D’arranjar un namorico
Algua de 80 anhos

Que querga afiar la moca

Basta beilçar ua balsa

Cul balharico ZÉZÓCA
Ban alhá tamien casadinhas

Siempre prontas a dar al pie Ls maridos quedan an casa I spírun a ber cumo ye

Andaba de mamas al leu Por aquel quintal cumprido A chamar alto i bun sonido

Adonde stás miu querido marido?
El nó staba por eilhi Staba noutro sítio qualquiera Nin sequiera staba por acerca

Mas an casa d’outra mulhier
Quando eilha dou pula traiçon Quedou triste i a sofrer

I depuis tapou las mamas Para el nunca mais las ber

Agora yá stá todo bien

I assi ye que la bida ye guapa

El deixou las namoradas

I agora yá solo pensa neilha
Mas cuidado mius senhores Eibiten estas traiçones

Porque agora cul beile de las bielhas Eilhas tamien alhá deixan ls coraçones

Stubo un artista a pensar

Que cornos son pra outros anfeitar Un die chegou la casa mais cedo

I biu a mulhier cun outro, na cama a costurar
Dói muito, dixe el antre dientes,

Cunfessando la soluçar,

Por tener de ls cortar rentes

Pra nas puortas poder passar
Als chifres yá me acostumei

Cumo família de stimaçon

Peço-t’agora mie princesa

Que nun me abandones nó
Dixe ua amiga a la sue amada: Ai!

L filho nun se parece cul pai.

Calha-te! se l’outro ben a saber

Ampeçan-le ls chifres a doer
L nuosso filho fizo seis meses d’amor Lebo-lo al doutor outra beç

Este ouserba-lo i sclama: abra ls uolhos!

Nun bé que l garoto ye parecido cun un chinés?

Chegou la casa i ampeçou a gritar: Dou-t’un tiro i mato-te! Tu bás ber! Nunca chegando a pensar

Que l mal le podie acuntecer
Subiu al telhado pra se matar:

– Oh çmiolado, nin penses an saltar! Tenes un par de cornos de pasmar

I nun uas asas pra bolar!
Stá yá acerca l miu fin

Que naide me lebe la mal

Téngan todos dó de mi

Ne l’hora de l miu anterro
Bou-me ambora, bou partir

Mas queda de pie la rezon

Porque ne ls Antierros se faç rir

I desso detesta un figuron
Nun son bersos feitos na taberna, Nin oufensas a la libardade, Nin son ua forma rasca

De se dezir la berdade

Para un destes senhores Que se arman an doutores I andan siempre clandestinos Eiqui deixo algua coesita

Un pouquito de merdita De ls mius rotos antestinos

I a las regateiras,

Coscubilheiras i casamenteiras, Als malas-lénguas i bocas santas, Nun deixo l que querie deixar, Porque mesmo depuis de muorto San capazes de me ir zamterrar

Suonho dar a estes todos Mas nun sei se ban deixar:

Muita merda cagada a rodos

Pra se podéren banhar

Deixo a uas ciertas biúdas

L miu uorgon de galar

Nun squecerei las diborciadas

Que tamien eirei cunsular

Lego l miu cu bien cagado

Nada mais les bou deixar

A todos ls qu’eiqui benirun

Para deilhes se oubir falar

San parasitas baidosos Outro nome nun les bou dar Passan por acá nesta bida Sin cun nada se ralar

Pa ls rufias, bigaristas i aldrabones Para essa seita danada

Deixo mie tripa cagueira Porque la merda yá fui doada

Als gulosos, als lenguareiros, A esses ranhosos boateiros, Deixo l bico i la crista

Para comíren cun coneilho, Sperando que liebanten la bista I se beijan bien al speilho

L testamiento stá ne l fin Lembren-se todos bien de mi !!!

Puoden salir, até pa l’anho, Nun benirun al zamgano.

Chegou l’hora d’acabar Puoden agora ir meijar!

Dona Inércia mudou-se para a Patracola

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Pergunta e respostas sobre estupidez elevatória na Patracola

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1313345630538Pergunta: O que pensavam os kamaradas da Patracola quando andaram a fazer queixa dos elevadores do edifício da boneca nua só para atingir o antigo Presidente da Câmara ?
Resposta: Pensavam que o Rosa do Céu não dormiria de noite a pensar no assunto.

Pergunta: Então e agora que o Ministério Público deu ordem de demolição dos elevadores, o que vão dizer os kamaradas ?
Resposta: Vão dizer que vão tentar resolver o problema criado pelo Rosa do Céu.

Conclusão: Além de estúpidos, acham que a população é ainda mais estúpida que eles.

Noutros tempos na Patracola: 18 de Setembro de 1976

by barbeirodapatracola

Tinha chovido naquele sábado de 18 de Setembro de 1976 e o cheiro a terra molhada misturava-se com os aromas das uvas nos lagares. Tinha sido o baile da adiafa, e no rancho das barroas haviam gritinhos histéricos por causa da embriaguez. O patrão tinha oferecido um pequeno barril de 25 litros de abafado para o pequeno baile que se organizou no quartel. Alguns patracolenses que já andavam de olho naquele rancho de barroas em que a mais velha não teria mais de 25 anos, e depois da velha, a chefe das barroas ter  tido sido internada 2 dias antes com um ataque de diabetes, souberam do baile e sabendo que não haveria ninguém para controlar as barroas além do capataz da quinta pegaram nas pasteleiras e meteram-se a caminho. Quando lá chegaram e fizeram as contas, calhava 3 barroas para cada um. Nunca mais houve baile depois disso com uma desproporção destas. Mas o que ninguém tinha imaginado é que a noite acabaria no palheiro da quinta com quase todas as barroas a oferecerem o que tinham de mais precioso aos patracolenses. Duas delas engravidaram e ficaram pela Patracola, sendo agora distintas senhoras da nossa comunidade e uma delas até frequentou a Igreja e deu catequese. Mas naquela noite, correram de mão em mão ou de pila em pila, até que os rapazes no meio de tanta fartura de pipis, cairam para o lado exaustos, com um deles a sair lesionado com uma torção peniana que se complicou mais tarde, tendo que receber assistência hospitalar e pomadas hirudoid compradas da antiga farmácia Leitão.

18 de Setembro é uma data que não ficou registada em nenhum livro de história da Patracola, mas quem lá esteve, e alguns deles estão a ler esta memória, não esquecerão jamais, nem que seja por um deles passado uns anos ter ganho um valente par de cornos da barroa.

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Nota da Barbearia: As crónicas Noutros Tempos são escritas depois de apanhar umas bebedeiras com os amigos pelo que não me responsabilizo se a minha memória falhar com alguns pormenores  históricos.