Espaço de opinião do patracolense – sobre a Escola da Patracola

by barbeirodapatracola


escola patracolaExcelentíssima aveagoirenta

Tem a certeza que isso não acontece? Estarei eu a levantar assim um falso testemunho tão grande? Ou será que acontece e você também é um dos elementos que encobre tais acontecimentos? Viram estes olhos, um aluno ser agredido, dentro de uma sala de aula, com um x-ato, que sendo lhe dado tal uso o classifica legalmente como uma arma branca. Há cerca de dez anos, um aluno, durante uma briga, puxou de uma navalha e tentou agredir o outro, acabando por esfaquear uma colega, que o tentou segurar, na mão. Em nenhum dos casos foram tomadas as medidas necessárias e os casos foram enterrados, bem lá no fundo. Houve, em anos transatos, várias queixas de bullying, sendo estas consideradas um exagero e os alunos em questão, quando se defendiam ainda eram eles os culpados e repreendidos. Sei de fontes seguras que várias queixas foram feitas sobre tentativas de violação nos balneários do ginásio e que nada foi feito, nem pelo menos, a “vítima” foi retirada da turma em que estava inserida para, no mínimo evitar a repetição dos atos, que como era esperado voltaram a acontecer. Como sempre foi tudo enterrado. Uma aluna foi ameaçada com um processo disciplinar por ter dito que viu passarem droga para dentro da escola. Como vê, nobilíssima aveagoirenta, não são coisas ditas da boca para fora. São factos reais e facilmente comprováveis. Mas podemos sempre referir mais uns quantos problemas desta escola, que estes ninguém os poderá de certo negar. Quer que comece nas telhas dos blocos, exceptuando o mais recente, ou na imundice que servem às pobres crianças na cantina da escola? Mas falemos então das telhas. Já se deu por acaso ao trabalho de saber quantas funcionárias daquela escola, das que já fazem, ou já fizeram parte da mobília daquela escola, que lhes foi diagnosticado cancro? Há uns tempos houve uma portaria do ministério para serem retiradas essas telhas de todas as escolas, foi substituído o telheiro porque lhe caiu uma árvore em cima. Vamos referir também os serviços prestados na cantina. Primeiramente, as funcionárias que lá trabalham, estão pouco importadas se os miúdos lhes dizem que não podem comer aquilo ou se são alérgicos ou qualquer outro motivo. Há uns tempos foi uma criança para o hospital com uma crise alérgica devido à comida. Segundo, a comida é tão horrível que já nem os professores lá comem, vêm, uma grande parte comprar o almoço à churrasqueira mais próxima. Outros optam por ir aos restaurantes patracolenses, como o Marcelo entre outros. A quantidade servida nos pratos é tanta que, com uma “caseira mista” e um caprissone, a criançada fica melhor comida. E não há o discernimento para pensar que, muitas das crianças que comem na cantina, só têm a possibilidade de lá comer, e que poderá, muito provavelmente ser, a refeição mais completa que comem durante o dia. Ainda por cima, a Coelhona, cede a pressões da firma que neste momento explora a cantina e acaba progressivamente com as sandes para o almoço no bar, primeiro foram as bifanas e os hamburgueres, opções não muito saudáveis, mas sempre melhor escolha que a cantina da escola desde que é explorada por uma determinada firma. Opta-se por fazer sandes de patés, atum, frango, delícias do mar, continuando a não ser uma opção saudável, ainda assim é melhor que comida que nem se sabe como, e do que é feita. Ainda assim, visto que a criançada continuava a preferir as sandes mistas como repasto, fecha-se o bar entre as 12:35 e as 14:20. Ainda assim, muitos miúdos preferem sair a meio das aulas, dando a desculpa mais velha de sempre que os alunos usam quando lhes dá a fome a meio das aulas, ou precisam de ir comprar as senhas para o bar: “oh stora, posso ir à casa de banho?”, ou então esperar pelas 14:20 e chegar 5 minutos atrasado à aula. E isto foi-me dito por vários alunos que preferem utilizar tais métodos que a comer “a porcaria da comida da cantina” (expressão utilizada por eles). A aveagoirenta quer que eu continue?

Sua majestade,

El-Rei D. Dinis

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