Os poemas censurados do Enterro do Galo 2015

by barbeirodapatracola


abbott-chicken

Fui ao Retratista de Alpiarça
Começou a chuviscar
Eram já quatro da tarde
Na porta dizia: Saí para petiscar

Bati com força na porta
Ó Nogueira, quero entrar!
Aqui fora molho-me todo
Não me quero constipar

De bicicleta apareceu o Alminha
Com a perna toda mordida
Foi apanhado pelo Street
Quando vinha pela Avenida

É castigo sim senhor
Por andar de bicicleta
Vende gasóleo aos outros
E anda à boleia de camioneta

O Teodora é que está feliz
Está a construir um Império
Morram constipados ou de raiva
Vão todos para o cemitério

Aldrabaram o Enterro do Galo
Que este ano não foi roubado
Foi emprestado ao Serrano
Por pena do coitado

Nota da Barbearia: Estes poemas foram enviados para a nossa barbearia para publicação porque o autor afirma que eles foram censurados por vergonha de se descobrir a careca do galo emprestado. Como não temos possibilidades de confirmar isso, agradecemos que a Organização se pronuncie sobre o assunto. Se concordar, então que se cale para sempre

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